10.000 Km com a XRE 300

Hoje restam apenas 3 dias para completar os 8 meses desde que adquiri a XRE 300 Rally em 28/05/2015 junto a autorizada da Honda (Freedom Motos) aqui em Brasília e já alcançamos os dez mil quilômetros rodados.

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Até agora não há problemas ou defeitos a relatar. A moto tem funcionado de forma redonda e sem sustos com relação ao consumo, quebras ou panes. Como ainda temos 4 meses de garantia da fábrica pela frente, pretendo realizar as revisões na autorizada pelo menos até completar os 12 meses de cobertura da garantia.

Até agora foram feitas 3 revisões periódicas: a de 1.000, 4.000 e de 8.000 km. Em todas elas foram substituídos apenas os itens padrão de cada revisão conforme manual. Muito embora eu não concorde com a troca de um filtro de ar aos 8.000 km com uso estritamente urbano apenas em vias asfaltadas, isso é necessário para manutenção da garantia.

Sempre fica essa preocupação com a questão da garantia, visto que esse modelo da Honda possui histórico de um bom quantitativo de motos que apresentaram falhas no cabeçote do motor causando mau funcionamento. Em alguns casos a Honda até reconheceu a falha, mas só substitui a peça sem custos nos casos em que as revisões foram feitas em autorizadas da Honda durante o período de garantia.

No mais a XRE tem mostrado um bom equilíbrio entre custo/benefício bem como consumo e potência. Apesar de ainda não ter feito nenhuma viagem com a moto, percorro diariamente 46 km dos quais 90% são feitos em rodovia federal (BR-020) com trechos de subidas íngremes e o motor sempre respondendo com fôlego suficiente para o seu porte.

As suspensões e freios ABS funcionam muito bem. Os pneus “Enduro 3” são mais dedicados ao off-road e fazem muito barulho rodando em via asfaltada. Tudo indica que ao final da vida útil desses atuais pneus eles sejam substituídos pelos “Michelin Sirac” ou “Metzeller Tourance”.

Manobrar essa moto no trânsito é extremante fácil. Não é pesada com uma big trail e possui ótimo esterçamento do guidão. A micro bolha original serve apenas como abrigo para o painel evitando que este seja atingido por pedras ou receba muita água da chuva durante a condução. Não tenho a intenção de instalar uma bolha maior pois acredito que como a frente da moto é pequena em relação a motos maiores como a Vstrom ou Super Tenere, a proteção será apenas parcial gerando uma turbulencia no capacete que hoje eu não sinto. Em motos com motores potentes trafegar em velocidades maiores é mais frequente e certamente uma bolha maior faz a diferença, mas com a XRE em velocidade de cruzeiro por volta dos 110 km/h o vento é tolerável. Elevar essa velocidade de cruzeiro para os 130 km/h já aumenta demais o consumo como também fará o motor “gritar” gerando vibração excessiva e desgaste prematuro das peças.

Hoje compartilho da opinião do amigo Ronaldo Wanzeller que também já foi proprietário de uma Honda XRE 300 e de uma Yamaha Tenere 250. Ao comparar as duas motos ele sempre dizia que esses “50cc” a mais que a XRE trazia em seu motor eram suficientes para aplicar aquele gás necessário para manter a velocidade de cruzeiro em uma subida mais longa numa rodovia qualquer ou mesmo para fazer algumas ultrapassagens de forma mais decidida. Realmente o motor da XRE produz mais força e a moto conta com tecnologia de freios ABS, entretanto o projeto visual da Tenere 250 a faz uma moto mais bonita, principalmente por causa do seu tanque de combustível maior (16L contra 13,6L), a tampa desse mesmo tanque que na Tenere faz lembrar tampas utilizadas em aviões e por fim o painel de instrumentos que na XRE é simplório demais.

Por enquanto é isso. Mais adiante publicarei outros posts sobre a XRE com as novidades e manutenções.

2 ideias sobre “10.000 Km com a XRE 300

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