Faça Você Mesmo

Ontem calcei a Tiger com pneus Metzeller Tourance Next após ter rodado quase 25.000 km com os originais Pirelli Scorpion Trail. A Metzeler afirma ter desenvolvido esse modelo de pneu com novos compostos que contribuiriam para um desgaste mais igual da banda de rodagem, evitando que após percorrer longos trechos de reta em rodovias, o pneu ficasse “quadrado”. Em breve saberemos se isso será uma realidade ou apenas a velha conversa de vendedor.

A palavra “calcei” foi escrita em primeira pessoa porque resolvi participar do processo de troca dos pneus, pois há muito tempo estou insatisfeito com o custo/benefício da mão-de-obra “especializada” da cidade de Brasília, salvo algumas raríssimas exceções. A verdade é que a maior parte dos profissionais cobra caro e a qualidade do serviço prestado deixa a desejar quase sempre.

As autorizadas que deviam prestar serviço de excelência no que se refere à marca que representam, incorrem nos erros mais primários que vão desde falhas de conhcimentos técnico até o atendimento grosseiro ao cliente. Pasmem. Há caso de moto sendo devolvida da revisão ao seu dono sem as pastilhas de freio!!

Por essas e outras coloquei a mão na graxa! Retirei as rodas da moto coloquei ambas na mala do carro e as trouxe para uma oficina para executar apenas o serviço de borracharia e depois eu mesmo instalei-as de volta na moto. Durante esse processo verifiquei que os eixos de ambas as rodas estavam sem qualquer lubrificação, secos como língua de papagaio. Ora, a minha moto fez sua última revisão, a de 20.000km na autorizada Triumph de Brasília e apenas 4.000km depois não havia sequer vestígio de graxa nos eixos? Isso é apenas mais um indício de que em nenhuma das 3 revisões que fiz por lá (800km, 10.000km e 20.000km) se deram ao trabalho de verificar como estava a situação dos eixos, espaçadores, porcas e parafusos que prendem as rodas da moto.

Mas por que isso acontece? De certa forma a resposta é bem simples.
Pra eles (autorizadas) a matemática é assim: revisão = troca de peça = lucro elevado.
Não sei como está funcionando isso para manutenção de carros, mas para motos acima de 500cc a realidade é terrível.

Na minha opinião, a essência da revisão periódica (seja moto, carro ou avião) é a prevenção e não troca de peças a esmo para atingir metas de vendas e aumentar lucros.
E olha que essa nem é uma questão tão complexa assim… Se o profissional de manutenção seja de que área for (mecânica, elétrica, informática, etc) age com honestidade e demonstra respeito pela inteligência do cliente, sem tentar enganá-lo quanto à situação real do seu equipamento, quase que automaticamente este cliente passa a tê-lo como referencial para um serviço futuro, pois qualquer máquina ainda que muito bem tratada, em algum momento de sua vida útil vai requerer manutenções preventivas e/ou corretivas.

Por essas e outras que desde a época que ainda estava com a VStrom eu mesmo cuidava das manutenções de média e baixa complexidade. Tarefas como trocar óleo e filtro de óleo do motor, limpeza do filtro de ar lavável, inspeção de velas, instalação de acessórios podem ser feitas em casa com as ferramnetas certas e um pouco de conhecimento oriundo de diversos manuais de serviço que estão disponíveis na internet. Mas é claro, desde que o proprietário tenha interesse. Caso contrário, é pagar pelo “serviço” e torcer para que tenham feito da forma correta.

Uma ideia sobre “Faça Você Mesmo

  1. Patriota, Concordo Contigo. Temos A Obrigação De Estar Atentos E Exigir Um Trabalho DE Qualidade Pelo Qual Pagamos.

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